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Doce Cafeína

Doce Cafeína

15
Jul22

Efeito iô-iô

Cafeína

Não falo de dieta (até porque só com muito jeitinho chego aos 50 kg se me pesar vestida de capote ou samarra)

Falo de pessoas que me metem doida, pela personalidade vai e vem, pelo maneira como oscilam conforme a direcção do vento e por não admitirem que sentem, gostam, fazem.

E embora, já tenha experiência suficiente para ter consciência que o seu comportamento não muda (porque ninguém muda) e  soletro para não me esquecer facilmente: N-i-n-g-u-é-m    m-u-d-a 

O que muda são os meus sentimentos em relação a quem não muda ou não faz um esforço para se manter no mesmo registo, porque sinto que me vou cansando, entristecendo e mirrando a minha paciência em relação a dita cuja personalidade. Fico triste. Há pessoas das quais não me quero desapegar mas cuja personalidade iô-iô me sufoca, é como beber shots de veneno.

Questiono se serei aquela peça do puzzle que tem dois cús dois lados e que aparentemente encaixam no puzzle mas acaba por saltar por não ser ali o seu lugar.

Sou de fácil apego mas a vida já me ensinou a escolher-me em caso de dúvida.

 

09
Ago21

Sobre a vida

Cafeína

O Universo traz-nos e leva-nos pessoas.

Certas pessoas quando nos são retiradas não damos logo conta. No entanto, há outras que fazem um estrago incrivel ao nos serem retiradas.

A vida tem este mistério: O mundo pulsa, não pára enquanto se está destroçado e impulsiona-nos a seguir com mais ou menos forças. Não é fácil manter sempre a cabeça á tona de água enquanto somos tentados a afogar-nos num turbilhão de emoções que nos assola. Sempre achei que a intensidade das emoções tem o seu lado bom mas também tem todo um lado bem dramático. Somos todos crianças grandes, com choros e emoções escondidas, incompreendidas e quase a roçar no não-suportável. Uma vez disseram-me que o reerguer dói e que é nessa dor que se cresce e posso confirmar que sim, aliás, creio pois, que todos já o podemos confirmar mas na minha opinião ficam cicatrizes permanentes de choros solitários, de abraços cortados, sentimentos não tidos em conta e arrependimentos infundados e extemporaneos.

Hoje acordei a reflectir sobre isto, sabe-se lá o que está para vir.

29
Jul21

O pedido

Cafeína

Sou mãe de dois meninos.

Costumo falar com eles de tudo um pouco e tento despertá-los para as coisas importantes e que eu acho serem fundamentais para o futuro. Não costumo usar muitos filtros nem camuflar a realidade. Tento explicar-lhes de uma forma serena e mais leve que a vida, as pessoas, os acontecimentos e o mundo em si nem sempre são ou nos dão o que gostaríamos.

As partilhas de final de dia, ainda andam muito em volta "dos amiguinhos que disseram, fizeram, bateram". Tento estar atenta e fazê-los entender que já passei por aquilo e que não desvalorizo o que me relatam mas, tento também, que eles resolvam as suas situações e ganhem assim a autonomia adequada para a idade.

Ontem, no final do dia, o mais velho, que não chegou ainda aos dez aninhos, procurou-me pela casa e ao olhar para mim fitou os olhos e disse: " quero ir comer um gelado contigo, sentados os dois num banco de jardim. Mas só tu e eu. Achas que pode ser?"

Permaneci um pouco em silêncio, percebi o quanto aquilo será importante para ele e prometi  ir com ele comer o gelado.

Este momento fez-me cair a ficha e sentir no meu coração que ele está a crescer, que ele sente a falta da cumplicidade a sós e que aquele pedido tão simples, para ele terá um valor imenso.

 

 

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