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Doce Cafeína

Doce Cafeína

30
Set22

Fui tomar um café com o Marco

Cafeína

Bom dia! 

Fui com o nosso querido Marco tomar um cafezinho e comer uma fatia de chocolate a Lisboa 

Entre o bolinho e algumas risadas, surgiu a oportunidade e o Marco quis conhecer um pouco mais de mim. Num bocadinho de tarde bem passada, partilhámos várias coisas, como gostos musicais, sonhos e projetos.

Ora vão lá dar uma espreitadela  https://merlo.blogs.sapo.pt/um-cafe-com-a-cafeina-133187

Espero que gostem 

21
Set22

Encalhou

Cafeína

A hora de jantar costuma ser escolhida para perguntar aos miúdos como correu o dia e tentar perceber o que se passa na escola e nas suas cabeças.

Ontem, depois de eu ter feito as perguntas habituais, o puto mais velho comentou que há várioscasais na sala dele (devo salientar o fato de ele frequentar o 4º ano) e eu ri tanto por dentro que acho que se viu por fora e o cafeína men decidiu comentar: "Vários casais? Na tua sala? Vocês são tão novos sabem lá o que é um casal"

Logo que termina a frase responde prontamente o miúdo " oh pai sabemos sabemos e eu sei que estou encalhado e isso não é justo" 

Eu só sei que no meu tempo não havia nada disto 

19
Set22

Ponto final

Cafeína

Estive muitos anos presa a uma amizade tóxica. Que me trouxe muitas lições e me mostrou que para tudo há um ponto final.

Depois de tantas conversas, partilhas, desabafos, percebi que ali eu só recolhia tristeza, vazio e angústia. Porque há pessoas que me importam e importam muito e quando assim é, preocupo-me como se fossem do meu sangue e eu preocupava-me. Por outro lado, o desgaste. O desgaste em perceber que eu era apenas a bengala, o bombom, o bocado bem passado no meio das adversidades. Estou aqui para ajudar mas não gosto de me sentir usada e permiti que me usasse conforme as suas necessidades.

Juntando as mentiras que eu sabia que me eram ditas com a falta de confiança que eu já tinha, vi-me num cruzamento em que eu teria que me escolher e deixar ir a outra parte. 

E deixei ir. Não sei quem deixei ir, não conheço, não me identifico, mas reconheço que me feriu bastante. Sinto que deixei uma mochila que carregava há muitos anos e senti-me livre, desapegada, solta. Embora triste.

Eu senti que era a minha hora de sair definitivamente. 

Abri mão, não me importa mais.

E escolhi-me a mim.

15
Set22

Fui à encruzilhada

Cafeína

Sabem, tenho uma colega na chafarica que me tira do sério e eu sei que faço o mesmo a ela porque ela tem receio que eu ocupe o seu lugar. Lugar que eu não quero nem tão pouco ambiciono. Mas a moça fica desconfortável sempre que percebe que eu quero saber mais do trabalho.

Então, hoje apanhei-a sozinha na sala e disse: " olha vou sair um bocado mais cedo porque vou matar uma galinha à encruzilhada e fazer um despacho"    e saí.

Mas saí para tomar café e estou a rir até agora  da cara que ela fez.

Acho que borrou a cueca 

07
Set22

Vaca azul

Cafeína

Entrei para a escola com 5 anos.

Certo dia, a professora mandou fazer um desenho e pintar. Lembro que pintei uma vaca de azul e para espanto da professora para mim aquilo era super normal ou não tivesse eu 5 aninhos e acabasse de vir do infantário.

A professora não gostou que tivesse pintado a vaca de azul e bateu-me. Nunca mais gostei dela.

O ano passado contei este episódio aos meus filhos.

Ora, sucede que, no final do ano escolar o meu chavalito mais novo chegou a casa e disse: " mãe, hoje o professor deixou fazer desenhos e pinturas. E sabes? Desenhei uma vaca. E sabes mãe? Eu pintei a vaca de azul! "

Percebi o que ele quis passar e dei-lhe um forte abraço.

Ontem, cheguei a casa e tinha um desenho em que uma vaca estava no campo e todo o desenho estava pintado com as cores normais mas a vaca...ai vaca estava pintada de azul.

E chegaram-me as lágrimas aos olhos.

02
Set22

A caminho

Cafeína

Cafeína-men está preocupado.

Há uma semana que me sinto num estado Alfa. Nem cá nem lá. Limito-me a estar, a ser, a existir.

Se me perguntarem o porquê, eu confesso que sei responder a isso, só não sei resolver ou talvez não tenha coragem para fazê-lo. Talvez tenha nascido com uma vertente emocional cujo propósio é trabalhar nela e resgatá-la apenas quando me escolher a mim.

Até lá vou tendo dias em que me sinto rota e na melhor das hipóteses ando porque não consigo correr. E isto de se lutar contra a maré cansa. Desgasta. Entristece.

Pergunto-me até quando isto é suportável.

E quando me reergo novamente, à minha frente vejo a linha onde o mar acaba e o nevoeiro se instala. E aí sei e sinto que serei eu, numa melhor versão de mim mesma para mim mesma, porque eu mereço paz.

Cafeína-men está na retaguarda mas é uma estrada solitária a que percorro e sou eu que tenho que resolver a minha dor, sem a carregar nos ombros dele.

Estou a caminho, já tive mais longe.

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