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Doce Cafeína

Doce Cafeína

24
Fev22

Ucrânia

Cafeína

Sempre me arrepiei ao ouvir falar da Rússia. 

Não gosto, não me faz sentir confortável, tenho medo. O que é certo é que este país vai levando adiante a sua vontade sem olhar a grandes meios. O que hoje acontece na Rússia previa-se. Putin estava mortinho por uma merda destas.

E é triste, muito triste. No final de contas ninguém ganha nada. Apenas a Rússia vai alimentando o seu ego, ainda que para isso crie instabilidade em todo o mundo.

Foda-se Putin! Que egoísta, que frio,que desumano!

21
Fev22

Fátima

Cafeína

Jacinta Marto faleceu no dia 20 de Fevereiro de 1920. Fez ontem 102 anos.

Fomos a Fátima e ao entrar na capelinha das Aparições, junto a Nossa Senhora estavam as imagens de Jacinta e Francisco Marto. Dá um friozinho na barriga,sabem? Há qualquer coisa naquele lugar. Ali onde a Nossa Senhora apareceu.

Sente-se um ambiente recheado de muitas emoções. Os meus pequenos ficam fascinados com o Beato Francisco, vá-se lá saber porquê. Eu como sou muito gaja prefiro meter-me à conversa com Nossa Senhora, faço-lhe as queixinhas todas e falo-lhe dos meus receios. Como boa Mãe que é, ouve-me sempre com um semblante sereno que me transmite muita paz e tem a capacidade de acalmar o meu coração. Pergunto-me que pensará Ela de cada um de nós e se temos a consciência de como é bom ter uma Mãe que não se cansa de nos ouvir.

Fomos visitar o museu de cera que relata toda a história das Aparições e a meio da visita percebi que o cafeína mais novo estava admirado com tanta informação. A fé vai-se construindo ao longo do nosso crescimento mas naquela cabecinha ia algo que eu não consegui perceber. Talvez tivesse ficado admirado por toda a história. Pediu que lhe comprasse um íman do Beato Francisco e assim fiz. Achei amoroso.

Ainda fizemos o percursso até à loca do Anjo e ao invés de se cansarem, estavam muito entusiasmados.

Foi um dia diferente. Recarreguei baterias e eles gostaram. 

18
Fev22

Relação tóxica

Cafeína

Tenho lido imenso sobre relações tóxicas e talvez por isso pensei em deixar aqui a minha vivência no que toca a este assunto.

Que fique claro que não vou a atirar as culpas para a outra pessoa apenas, até  porque eu também tive as minhas culpas, sendo a mais evidente o último ano e meio em que deixei arrastar a situação.

Apaixonámo-nos um pelo outro de uma forma extremamente intensa e as coisas correram bem durante algum tempo. Sim, tivemos momentos muito felizes e vivências únicas um com o outro. As coisas começaram a descambar quando me apercebi que do outro lado havia uma preocupação com as aparências e com aquilo que se possa descobrir ou saber, e aviso desde já que,  quando as pessoas assim são, não há nada a fazer, é batalha perdida. A outra pessoa nunca assumia quando me magoava,feria e até me descartava, deixando várias vezes a porta da relação aberta para eu sair quando assim quisesse. Mas, se porventura eu me afastava ou ele percebesse que eu estaria emocionalmente mais fria e distante ficava triste, aproximava-se e andávamos ali entre uma dependência emocional e um pseudo-amor. Eu, por acreditar que estaria a viver o amor da minha vida e a pessoa em questão por acreditar que, talvez, eu nunca fosse embora.

As coisas tinham que ser feitas do jeito dele, o que eu por amar deixava. Muitas vezes e em muitas das lágrimas trocadas, a outra parte revelava-me o medo que eu me viesse a cansar. Sempre acreditei que iriamos superar as dificuldades e dar a volta a tudo, mas a uma certa altura decidi que no meu silêncio e dor teria que me resgatar novamente e comecei a tirar a pessoa do pedestal... E dói muito tirar quem amamos do pedestal, porque a partir do momento em que isso acontece não há retorno. Tudo daí para a frente é desiluão e mágoa. Estivemos juntos cinco anos e no último ano e meio fiz um caminho solitário do qual a outra pessoa nunca percebeu. Cheguei ao ponto de preparar a minha saída, tive que me recompor e estruturar interiormente quer no que toca à parte emocional, quer à parte mental. Certo dia, e numa discussão saltou-me a tampa e disse tudo o que me veio à cabeça. E imaginem... as coisas não acabaram bem, foram viradas culpas para mim, culpas que não são minhas e a inda levei com a acusação que mais me custou, que foi " agora estás bem e descartas-me"!

A pessoa não percebeu nada, não entendeu o meu caminho, as minhas dores, o meu processo, a minha mágoa e não quis assumir os seus erros nesta história. Disse-lhe várias vezes que estava a ser injusto ao dizer-me que eu estava a descartar, expliquei que não queria voltar a sujeitar-me às mesmas coisas e que não via mais caminho para nós e ele não entendeu.

Questiono-me até hoje se ele ainda não entendeu ou simplesmente lhe feriu o ego quando coloquei um ponto final.

Foi uma história intensa a vários níveis, fiz terapia durante muitos meses tais foram os danos emocionais que causou esta história.

Entre nós a história terminou mas, peço ao Universo que, se for bom para os dois, ainda nos junte apenas para uma conversa tranquila, que nos resolva mas que quebre a inimizade que ficou.

 

17
Fev22

Ser mãe

Cafeína

Ser mãe deve ser a tarefa mais dura pela qual uma mulher passa.

Os nossos filhos tornam-se o nosso amor incondicional, pelos quais fazemos tudo até deitar as tripas para fora e de vez em quando nos surpreendem com perguntas tiradas com um gancho do respetivo rabiosque.

O meu piolho mais velho teve a lata de me perguntar porque é que eu posso ralhar com ele e ele não pode ralhar comigo. Porque é na escola ele não pode castigar a professora e ela pode castigar os meninos, porque é que eu me zango tanto quando ele diz asneiras e me devolve como resposta " tu também dizes". E pacientemente respondi que as crianças precisam de ser ajudadas pelos adultos para crescerem bem e muitas vezes ralhar é um ato de amor. Ele perguntou-me num ápice se os adultos amam mais que as crianças...

Vencida pelo cansaço suspirei e fui dar uma volta ao bilhar grande 

16
Fev22

Não deve ser muito normal

Cafeína

mas ontem escrevi uma carta a uma pessoa que apenas conheço de vista. Mandei-lhe uma mensagem (tinha o número porque já tinhamos tentado falar) para lhe entregar a carta e a tremer das pernas disse-lhe que tinha estado o dia a pensar que ela precisava de ouvir aquilo.

Ela leu a carta à minha frente, abraçou-me e disse que só lera verdades. Passado uns minutos mandou me mensagem a agradecer.

No fim do dia percebi que sou uma louca do caraças mas que fiquei com o coração leve. 

Às vezes habilito-me a levar na carola mas até correu bem 

14
Fev22

Amor?

Cafeína

O amor dói, traz danos emocionais, ensina-nos que gostar de alguém pode ser uma valente porcaria.

A maioria das pessoas não casa com os amores das suas vidas, a maioria das pessoas ama perdidamente uma vez na vida e depois arranja um companheirão para a vida, mas amar... Não se ama muitas vezes.

O amor também destrói porque nem toda a gente sabe amar e a maioria das pessoas perde grandes corações pela cobardia e falta de atitude.

O amor também mata e muito. Por dentro. Corrói, destrói e arruina o interior emocional de quem ama verdadeiramente.

E portanto, vamos lá desromantizar o dia dos namorados.

E perdoem-me as expressões mas... Que se lixem as mensagens, as memórias, os "amo-te". Sabendo o que sei hoje nunca teria deixado determinadas pessoas entrar na minha vida.

10
Fev22

Limites

Cafeína

Nascemos livres, puros, autênticos e a sociedade limita-nos, programa-nos e torna-nos formatados para determinados comportamentos, ideias e estilos de vida.

Há medida que a vida corre apercebo-me que a maioria dos conflitos humanos acontece por falta de respeito e entendimento dos limites de cada ser humano.

Perente determinadas situações, é-nos muitas vezes pedido que sejamos compreenssíveis mas quando nós tomamos posições em que estabelecemos limites para o nosso próprio bem, para bem da nossa saúde mental, pode não ser assim tao bem aceite. Porque a nossa atitude muitas vezes pode interferir com terceiros (afinal de contas andamos todos ligados) e há que ponderar muito bem o caminho a trilhar porque qualquer passo mal dado arrasta-nos para umas pessoas incompreendidas, de coração duro.

Tantas e tantas vezes me pergunto até quando o egoísmo, o interesse e o show-off falarão mais alto que os sentimentos verdadeiros, a transparencia de coração e a honestidade. Até quando iremos aguentar a dura realidade de nos anularmos perante os caprichos dos outros? Porque nos é pedido que pensemos nos outros, antes de pensarmos em nós?

Penso que sou uma pessoa altruísta mas não suporto que manipulem a minha opinião, a minha postura ou posição em virtude do bem estar do outro. Triste mesmo é quando acontece dentro da família.

 

08
Fev22

Pieguices sinceras

Cafeína

Já corri estrada fora cheia de alegria, já chorei num cantinho enquanto o mundo dormia

Já me entreguei sem pensar, já pensei muito antes de me entregar

Já amei perdidamente sendo só coração e me arrependi amargamente com tanta desilusão

Já me superei sem nunca desistir, já atirei a toalha ao chão para não mais insistir

Já fiquei mesmo estando magoada, já parti por estar cansada

Já calei as minhas mágoas, já explodi as minhas lágrimas

Já me senti sem direção, já me ergui por entre a solidão

Já perdi o sentido da vida, a vida já me mostrou o seu sentido

Já fiz promessas das quais me arrependi, já me arrependi de algumas promessas que cumpri

Já fui tudo para alguém, já alguém foi tudo para mim

Já vivi emoções que não queria, já vivi e morri no mesmo dia

E sigo assim nesta dualidade que me faz doer, neste coração humano de mulher!

 

 

07
Fev22

Ciclos

Cafeína

A vida é feita de ciclos.

Estou numa fase da vida em que sinto que tenho ciclos para fechar e outros para iniciar. Sinto a minha vida toda em transformação e de alguma forma lido bem com isso porque sei que é preciso. 

Sou uma pessoa que arrisca e ousa mas também sou demasiado emocional e há dias em que essa característica me trai, tornando-se o meu calcanhar de aquiles.

Estou de partida de um determinado lugar e de uma determinada vida. Preparo-me para me libertar de uma situação muito complicada, sabendo que é o melhor para mim.

Só que o peitinho dói, tem vezes que dói muito, mesmo tendo que ser.

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